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Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis são consideradas as doenças de transmissão sexual mais freqüentemente relatadas nos Estados Unidos, com estimativa de mais de cinco milhões de novas infecções por ano. Ambas propagam-se velozmente entre jovens e muitas vezes não apresentam sintomas. Enquanto a maior parte das infecções nos homens evolui rapidamente por produzir sintomas aparentes, a incidência de infecções assintomáticas nas mulheres é bem maior acarretando sérias complicações, como a Doença Inflamatória Pélvica (DIP) e a infertilidade.
O Center for Disease Control and Prevention (CDC) preconiza, durante o exame ginecológico, o rastreamento de rotina para os indivíduos sexualmente ativos e jovens adolescentes, mesmo assintomáticos. Os diferentes tipos de diagnóstico laboratorial Existem diversas metodologias para o diagnóstico da Clamídia e Gonococos, e conhecer suas principais diferenças é fundamental para você e seus pacientes. De modo geral, é necessária metodologia sensível, que possa diagnosticar com exatidão e rapidez, a doença c1ínica e a subclínica, além de ser exame para o rastreamento de populações com baixa prevalência. Os mais conhecidos e usados no dia-a-dia de médicos e laboratórios você confere a seguir: Teste de Imunofluorescência Este teste geralmente utiliza anticorpo poli ou monoclonal, que reage contra antígeno gene-específico. O_conjugado forma um complexo estável. O anticorpo não-ligado é removido por lavagem e o preparado final é observado em microscópio. Por necessitar da microscopia de fluorescência, o resultado é subjetivo, ficando a apuração dependente da experiência do examinador. Cultura Para a Clamídia, ela é realizada em meios específicos, ricos em células vivas do tipo McCoy ou HeLa. Sua identificação no passado, utilizava a coloração pelo Gram, Giemsa ou iodo, mas o uso da imunofluorescência mostrou maior sensibilidade e especificidade. A pesquisa para Gonococos implica no seu isolamento em cultura e posterior identificação morfológica, pela presença de diplococos Gram-negativos. Pela fragilidade dessas bactérias, as amostras c1ínicas devem ser semeadas prontamente, pois elas sofrem rápida autólise. Além disso, são suscetíveis as variações térmicas, necessitando do uso apropriado de meios de transporte e de profissionais altamente treinados. Vale ressaltar que o resultado negativo não exclui a presença de infecção. Testes biomoleculares Os testes biomoleculares trouxeram grande avanço para a medicina diagnóstica. Sao metodologias que se baseiam, de maneira geral, na amplificação e na detecção do DNA dessas bactérias. Devido a alta sensibilidade e especificidade, oferecem a possibilidade de se coletar amostras não-invasivas, como a urina. Essas técnicas são distintas, tanto na sua realização laboratorial, como também no tipo de amplificação que efetuam. Os métodos biomoleculares são os mais sensíveis e específicos, devendo ser considerados como de eleição para o diagnóstico de certeza dessas infecções. Como a ocorrência de infecção simultânea por C1amidia e Gonococos não é incomum, deve-se escolher um método que use uma sonda dupla, permitindo que os dois agentes possam ser pesquisados em uma única amostra e com um só teste, como a CAPTURA HIBRIDA. Captura Híbrida – O Exame diagnóstico definitivo A CAPTURA HÍBRIDA é um moderno teste diagnóstico que oferece uma série de vantagens c1ínicas e laboratoriais. Sensibilidade A CAPTURA HÍBRIDA para CT/GC possui sensibilidade analítica de 1 pg/ml, equivalente o,1 cópia de bactéria por célula. Execução Com operacionalidade e custo-beneficio positivos, a amplificação do sinal em microplaca permite resultados seguros em até quatro horas. Há controles internos em triplicata, três negativos e três positivos, além de calibradores positivos. Especificidade Utiliza sondas de RNA que detectam todos os 15 sorotipos de Chlamydia trachomatis. Precisão Oferece múltiplas opções de espécimes para a identificação isolada e rastreio, tanto para mulheres como para homens. Não apresenta falsos resultados por contaminação ou pela presença de enzimas proteolíticas. Praticidade A análise automatizada proporciona resultados altamente confiáveis. Com a mesma amostra, alem do CT e GC, pode-se também pesquisar 0 HPV, evitando-se assim a necessidade de retorno da paciente para uma eventual segunda coleta. Resultado Pode ser conhecido em pouco tempo, o que agiliza a conduta terapêutica. É eficaz tanto para o diagnóstico primário como para a avaliação pós-tratamento. Como fazer a coleta para o exame da Captura Híbrida No Laboratório ou consultório De forma geral, toda secreção purulenta deve ser removida antes da coleta. Caso contrario, a quantidade de células obtidas pode ser insuficiente para a realização do teste. Recomendações gerais I. Recomendável abstinência sexual de três dias, a paciente não deve estar menstruada e a coleta deve preceder exames do trato genital inferior. 2. Imediatamente apos a coleta inserir a escova no tubete, dentro da solução, quebrar a haste da escova, fechar o tubete e agitar o coletor durante aproximadamente 30 segundos para homogeneizar a amostra. 3. Enviar o tubete ao laboratório. Na mulher I. É importante retirar com bola de algodão ou gaze o conteúdo vaginal ao redor do colo. 2. Introduzir a escova no canal cervical, entre 1 a 1,5 cm, até que as cerdas maiores toquem a região ectocervical. Roda-lá cinco (5) vezes no sentido horário. No homem I. Recomenda-se a utilização prévia por 5 minutos, de solução líquida de lidocaína a 2% sem vaso-constritor na uretra. 2. Introduzir as cerdas da escova na uretra distal, entre 1 a 1,5 cm, rodando-a cinco (5) vezes no sentido horário. |